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FOCO DE CAMPEĆO
   

 
No dia seguinte à sua histórica vitória na Praia da Vila e à conquista do título mundial de 2007, Mick Fanning concedeu uma entrevista emocionada à FLUIR, na beira da piscina de um hotel em Florianópolis. Mas o que ele revelou que você já não tenha lido nas inúmeras coletivas de imprensa? Para começar, o australiano pediu a presença de seus melhores amigos e, ao mesmo tempo, acirrados rivais, Joel Parkinson e Dean Morrison – aos quais se desculpou por ter tido um ano “egoísta”. Como ele mesmo disse, “essa entrevista ninguém no mundo vai ter”.
Por STEVEN ALLAIN
O surf não é tudo, você tem que ser uma pessoa antes do surf
Mick Fanning campeão mundial. Levou muito tempo para chegar até aqui?

Mick: Eu acho que sim. Agora, aqui ao lado dos meus dois melhores amigos no mundo inteiro, acho que levou um tempinho, sim. Esses caras ganhavam de mim desde moleque e tudo que sempre quis era ser melhor do que eles. São tantas emoções passando pela minha cabeça nesse momento que fica difícil me expressar.
Por que você fez questão de trazer os dois para esta entrevista?

Mick: Porque eu queria dizer ao Joel e ao Dean que eu não estaria nessa posição sem eles. Esses são os caras que me fizeram treinar mais duro, surfar melhor. Por causa deles quero fazer tudo melhor. Muito obrigado, brothers!
Então você está dizendo que eles também fazem parte deste título?

Mick: Eles fazem, com certeza. Quando a gente era moleque, o Dean ganhava tudo na categoria Mirim, Joel ganhava tudo na Júnior e eu brigava sempre pelo terceiro e quarto lugar.
Joel: Ah, peraí!

Mick: É mesmo. Quando foi que ganhei de vocês?
Para Joel e Dean: Vocês acham que chegaram tão longe no surf por causa do Mick?
Dean: Sim, com certeza.
Joel: Sem dúvidas.
Os Cooly Kids, certo? De onde vem este nome?

Mick: Na época o Joel era patrocinado por uma marca de parafina. Eu acho que se chamava AR7. E meu irmão teve a idéia de nos chamar de CK7, os ‘Cooly Kids Seven’ (sete garotos de Coolangatta). É daí que veio o nome.
Qual foi sua maior conquista? Foi este título?

Mick: Não sei. Tem tantas coisas que você conquista na vida. Eu olho para o Joel e ele tem que tomar conta da mulher e da filha, e isso é muito mais importante do que qualquer prêmio. Eu acho que o título mundial é uma coisa, mas você tem que ter suas raízes, você tem que ter seus amigos. Eu olho para esses caras e eles são meus ídolos (pausa). Eu idolatrei esses dois a minha vida inteira e é difícil falar na frente deles (longa pausa). Mas eu falo de coração. Esses caras me colocaram onde estou hoje.
No início do ano você disse em uma entrevista à FLUIR que, no final das contas, o título não era o mais importante. As amizades e ter a vida que sempre sonhou era o que importava. Ainda pensa assim?

Mick: Sim. Mesmo que eu não tivesse vencido o título mundial ontem, se isso não tivesse acontecido, eu ainda estaria amarradão. Todo dia eu acordo amarradão. Eu tenho os dois melhores amigos do mundo, e vários outros melhores amigos em casa. Vou me casar em breve, as coisas importantes estão bem na minha vida. Tem tantas coisas que vêm antes do surf! O Taylor Knox me disse uma vez que “o surf não é tudo, você tem que ser uma pessoa antes do surf”. E aquilo significou muito para mim, eu entendi o que ele quis dizer.
O que mudou na sua vida para estar no rumo do título?

Mick: Eu odeio dizer isso, e ao lado do Joel e do Dean é realmente difícil dizer isso, mas eu acho que fiquei muito egoísta. Quando me machuquei em 2005, me tornei um egoísta. E isso foi muito ruim, sabe? Tinha horas que queria ligar para o Joel ou dar um rolê com o Dean, mas não dava, o título vinha em primeiro lugar. É foda. Mas acho que é parte do que se tem que fazer para ganhar o título. Você tem que pensar em si próprio e no que é melhor para você.
Então isso foi um sacrifício que teve que fazer para alcançar esse objetivo?

Mick: Isso mesmo. Esses caras sabem exatamente o que quero dizer. São meus melhores amigos, mas no final você sabe o que tem que ser feito. Eu estou realmente amarradão por ter dois brothers me ajudando e me apoiando (pausa). Me deixa bastante emocionado.
Para Joel e Dean: E como vocês lidam com isso? Vocês tiveram baterias contra o Mick que, se ganhassem, poderiam ter prejudicado suas chances ao título. Vocês conversam sobre isso, ou o surf é uma coisa e a amizade é outra?

Joel: Posso responder essa? Ontem mesmo eu passei por isso. Eu achei que o Taj (Burrow) iria ganhar do Tom Whitaker, e, neste caso, se eu ganhasse do Mick, ele talvez não conquistasse o título. Por mais que eu goste daqueles caras, que também são meus amigos, queria que o Mick ganhasse o título. Eu vim para o Brasil para vê-lo ganhar. Mas eu não poderia viver comigo mesmo, e ele provavelmente também não, se eu o deixasse ganhar. Eu ia surfar como surfo todas as baterias. Eu não iria aliviar, nunca.
Mas uma coisa é não aliviar quando você pega uma onda. Outra coisa é, por exemplo, se você tem a prioridade a poucos minutos do final, marcá-lo e não deixá-lo pegar uma onda. Você faria isso?

Joel: Bom, ele é o melhor do mundo, não é? O melhor tem que saber lidar com essas situações. Portanto, não. Não o deixaria pegar uma onda. Porque tenho certeza que ele ganharia no Hawaii de qualquer forma, e eu me sentiria mal por tê-lo deixado ganhar aqui. Ninguém te dá o título mundial. Você tem que conquistá-lo.
E você não gostaria disso, Mick?

Mick: Nem a pau! Eu passei pela mesma situação com o Dean no ano passado. Ele tinha que passar a bateria, e eu faria qualquer coisa por um brother, entende? Antes de status ou qualquer coisa, meus amigos são tudo pra mim. Eu não tô nem aí. Prefiro ser um bom amigo a ser o cara mais fodão do mundo. Mas o Dean me disse em Pipe que se eu o deixasse ganhar, ele jogaria sua prancha em mim (risos). Ele disse isso! É assim que é, é assim que somos hoje. E é por isso que estamos onde estamos.
Então vocês têm um consenso, em que não entregariam um campeonato por nada. Mas isso não afeta a amizade?

Mick: Isso mesmo. Nem ferrando.
Joel: Se fizéssemos isso, Mick provavelmente não seria o surfista que é hoje. Nós somos competidores. Não tem porquê ser um competidor meia-boca. Nós vamos ao Brasil ou ao Hawaii com um propósito, e iremos cumpri-lo. Depois você pode trocar uma idéia e fazer as pazes. Mas acho que isso nunca seria um problema entre nós. Nós sabemos que isso não afeta nossa amizade.
Dean: Lembra daquele campeonato Junior em que eu deixei uma onda para o Mick?
Mick: É, e o Joel não passou a bateria. Ele ficou puto (risos).
Dean: Eu tinha passado e não precisava de outra onda, então deixei uma pro Mick e o Joel acabou perdendo por causa disso.
Joel: Eu lembro dessa, nos tínhamos uns 16 anos. Era a maior premiação para um campeonato Junior. Eu pensei: “Vá à merda, Dean Morrison!” (risos).
Dean: Pois é, se fosse o Joel eu teria deixado a onda para ele também. Não tinha idéia do que iria acontecer.
Mick: E o Dean acabou ganhando esse campeonato.
Dean: É, é por isso que eu mencionei (risos).
Joel: O Dean tava fodido de qualquer maneira, pois se não tivesse deixado a onda para o Mick, eu ficaria amarradão, mas o Mick ficaria puto (risos).
Você mudou algo em seu surf para ganhar o título?

Joel: Ele deu a mesma rasgada o ano inteiro (risos). Não, sério, ele tem a melhor rasgada de frontside. Assim que todo mundo viu aquilo a gente sabia “É isso, ele vai ganhar.”
Mick: Eu tenho que agradecer a caras como o (Matt) Hoy. Eles são os pais da rasgada.
Joel: Assim que o Mick tem um pouco mais de espaço na onda, ele já manda aquele “haaaack”! Não há pessoa no mundo que não admire aquela manobra e não existe uma pessoa que consiga executá-la como o Mick. Não importa se a onda tem dois ou 10 pés. É sempre aquele “haaaaack”, redondo e fluido.
Mas você mudou algo na sua abordagem, Mick?

Mick: Eu acho que foi mais mental. Foi muito mais psicológico do que…
Joel: Habilidade (risos).
Mick: Eu nunca diria que sou melhor que o Dean e o Joel em habilidade, nunca diria isso. Esses caras estão muito à frente em relação à habilidade, para mim é tudo psicológico. Não sei de onde vem, acho que sou meio doido da cabeça mesmo (risos).
Seu pior resultado nos últimos 16 meses foi um 17º. É difícil manter o foco e a consistência?

Mick: É difícil, sim. Várias vezes eu quis só curtir com meus amigos, mas eles estavam na disputa, entende? Isso me abalou emocionalmente (longa pausa). Não é fácil ter que disputar contra seus melhores amigos. Você não pode dar conselhos, não pode lhes contar nada, é a pior coisa do mundo. Parece que você não está destruindo seus amigos, mas está se destruindo. Eu fui criado para sempre ajudar a família e os amigos, e quando você não consegue fazer isso, é muito difícil. Você tem um sonho, mas tem que colocar esse sonho antes dos seus brothers, o que é muito difícil.
Dean: Eu me lembro no Chile, quando você trouxe minha prancha para a praia. Eu estava tendo uma bateria ruim e você disse: “Pega uma onda só que você tá tranqüilo”, e aquilo foi muito especial pra mim. Foi uma ajuda enorme.
Vocês já sabem que essa situação se repetirá por alguns anos, não é? Vocês ainda surfarão um contra o outro inúmeras vezes e talvez disputem títulos mundiais. Como lidam com isso?

Joel: Eu estou me aposentando ano que vem, por isso pra mim não tem problema (risos).
Dean: Ele sempre diz isso.
Mick: Parece o Kelly! (risos) Falando sério, o Joel e o Dean querem muito ganhar o título mundial e ambos têm habilidade para fazer isso. Existem muitos fatores nessa equação, você tem que ter uma vida estável em casa, tem que estar surfando bem, se sentir confiante. E às vezes você tem que ser um pouco egoísta. Foi o que fiz esse ano, me tornei mais egoísta. Me sinto mal por isso. Mas no final das contas, estou amarradão por meus amigos estarem aqui, tomando uma cerveja e comemorando comigo.
Dean: Eu acho que ser egoísta não é o caso. Agora que você vai casar, você diria que foi egoísta em seu relacionamento com sua mulher?
Joel: Quer saber de uma coisa? O Andy Irons era um cuzão quando ele ganhou seus títulos mundiais. Eu estava apenas começando a conhecer o Andy naquela época. Tinha que ser do jeito dele ou não tinha jeito, sabe? Eu conheço o Andy hoje e ele é um cara legal. Eu adoro o Andy. Mick foi do mesmo jeito, você tem que ser meio egoísta para ganhar um desses (títulos). Se você quer ganhar o título mundial, você tem que fazer para si próprio. E se isso significa derrubar alguém, paciência, é assim que é. O Andy era assim. E como não o conhecíamos, achávamos que ele fosse um cuzão. Mas agora sei que ele é um cara tranqüilo. E o Andy odeia que ele tenha sido assim também. Mas nós conhecemos o Mick bem antes de tudo isso, e não acho que ele tenha sido egoísta, estava apenas superfocado. Ele sempre teve um coração grande, e todos sabemos disso. Ele dizer que foi egoísta só prova isso. Nós sabemos que ele estava apenas concentrado e determinado a atingir sua meta.
Mick: Para responder à pergunta de Dean, houve momentos difíceis entre mim e a Karissa (noiva de Mick). Nos olhávamos e tinha horas que era pesado, sabe? Ela olhava para mim e dizia: “Você é um idiota”. Isso porque meu foco estava todo em vencer neste ano. Nós temos esta regra: consertar qualquer problema antes de ir pra cama, e é o que sempre tento fazer. Ficar tão focado em algo e deixar de dar atenção a outras partes importantes da vida mexe no coração e na mente. Mas é para isso que você treina a vida inteira, para lidar com essas pressões.
O telefone toca e Joel atende. Ele interrompe, gritando: “Hey, Mick, é o cirurgião que pôs sua bunda de volta no lugar!”.

Mick: Dr. David Ward! Como vai, cara? Não estaria aqui se não fosse por você. Obrigado!

Não sei se ainda deu tempo de cair a ficha, mas como ganhar o título mundial vai mudar sua vida daqui pra frente?

Mick: Eu acho que você acabou de responder. Eu ainda não olhei para o futuro, pois estive muito concentrado em ganhar aqui no Brasil. Eu vou só curtir agora, me divertir com os amigos e tentar pegar altos tubos em Pipe. Eu serei como Andy ou Bruce, vou botar pra baixo sem pensar em mais nada.

Fale sobre o dia de ontem, o último dia do campeonato.

Mick: Foram muitas emoções rolando ao mesmo tempo. Michael Jordan disse uma vez: “Alguns desejam, alguns querem, outros fazem”. E esse foi meu lema para o dia inteiro. Eu só queria cair na água e fazer o que eu tinha que fazer.
Foi estressante?

Mick: Muito. Mas como eu te disse, alguns querem, alguns desejam, outros fazem.
Você fica cansado das perguntas sobre seu superego Eugene?

Mick: Na verdade, não. Faz parte de mim, sabe? Eu acho que tenho um lado profissional e um lado amigável. Dean e Joel conhecem o lado Eugene bem (risos), mas ainda me chamam de Mick. Eu sou meio estranho de vez em quando, mas é assim que sou. Quando me desligo do surf, só me preocupo em me divertir com meus amigos e minha família.
Você tem algum tipo de “recompensa” planejada, após ter batalhado tanto para este resultado?

Joel: Pode deixar que eu respondo essa. Nós vamos ao nosso bar local, o Sands. Nós vamos nos divertir como se nada tivesse acontecido. Só vai ser um pouquinho maior e mais selvagem.
Em que sentido?

Joel: Bom, a cidade inteira vai vir e nós vamos quebrar a casa (risos). Basicamente, será como os bons e velhos tempos.
Qual foi o papel do Matt Griggs neste título?

Mick: “Griggsy” teve um papel fundamental. Ele não tem que cuidar somente de mim, sabe? No início do ano ele me perguntou se em certas ocasiões eu preferiria que ele fosse meu amigo, e não meu “técnico”. Eu lhe disse para não mudar nada. Ele foi a pessoa que fez as coisas certas na hora certa. Ele até pode dizer que eu o ensinei bastante, mas foi ele que, toda vez que eu ia cair numa bateria, tinha alguma dica a dar, dizia o que eu precisava ouvir.
Alguém mais foi peça-chave?

Mick: Eu já falei do Joel e do Dean, eles me motivaram mais do que qualquer um, realmente me emociono com isso (longa pausa). Minha noiva Karissa teve um papel importantíssimo também. São tantas coisas e pessoas que é difícil não se emocionar. Estou amarradão de poder curtir esse momento.
Como é sua relação com Kelly Slater? Ontem ele lhe entregou o troféu, abraçou você e fez questão de ficar no campeonato para assistir à sua vitória. O que isso representou para você?

Mick: (pausa) O Kelly sempre foi um ídolo para nós três, desde pequenos.
Mas depois de competir contra ele, as coisas mudaram, certo?

Mick: É, nós queremos arrasá-lo nas baterias. Mas quer saber de uma coisa? Nós só pensamos dessa maneira porque ele é o melhor do mundo. Todo mundo quer vencer o campeão. Eu acabei de ler o livro do Kostya Tzsyu (pugilista australiano), e ele diz que pode-se desmoralizar as pessoas por apenas pensar e falar as palavras certas na hora certa. E para o Kelly ganhar oito títulos mundiais, para chegar onde chegou, precisa de muito mais do que apenas surf. Existem muitos altos e baixos emocionais, e ele soube fazer a coisa certa na hora certa.
O que ele te disse ontem?

Mick: Ele me deu uma prancha. Eu lhe dei a minha em troca. Ele disse “parabéns”, não disse nada esquisito. Acredito que tenha sido genuíno.
É melhor ganhar o título quando o Kelly está na disputa?

Mick: Duas palavras: Pode crer!
Quem você acha que serão seus principais rivais no ano que vem?

Mick: Você está olhando para eles.
E os caras novos, como Dane Reynolds e Jordy Smith? Eles vão ser uma ameaça ao seu título?

Mick: Leva-se muito tempo para se acostumar com o jogo e estar em uma posição para lutar pelo título. Eu acho que esses dois vão eventualmente estar lá no bolo, mas leva-se tempo. Experiência conta bastante.
Como foi cair no mar e surfar após ter sido declarado Campeão Mundial?

Mick: Foi tão bom, ter aquela semi com o Joel, foi um momento realmente especial. Ele foi o primeiro a me abraçar e parabenizar. Joel: 25 minutos com o Campeão Mundial!
Como você se sente sendo a pessoa que trouxe o título mundial de volta à Austrália após oito anos?

Mick: É uma dessas coisas que eu não vou registrar por pelo menos três semanas. Mas ter alguém como o Occy me carregando praia acima depois de ter ganho foi algo realmente especial.
Joel: Quando você ganha um título mundial, você pode ganhar por dois ou três anos, sabe? Até o próximo cara chegar e dominar. Então acho que assim que a carreira do Mick estiver acabando, ele vai poder olhar para trás e perceber o que este título representa. Caras como Tom Carrol, Tom Curren, Occy, todos esses caras podem dizer: “Eu ganhei e mereci um desses”. A ficha não cai até depois de sua carreira acabar. Eu nunca ganhei um título, mas é isso que eu acho.
Mick: Quando eu estava lá no outside, não sabia se a gente saía da água ou se surfava, o momento foi tão intenso que não sabíamos o que deveríamos fazer. Joel: Eu deveria ter saído, pois ele pegou todas as melhores ondas mesmo (risos).
Você se vê competindo aos 35?

Mick: Não.
E quais são seus planos para depois do WCT?

Mick: Estou me casando no ano que vem, e quando a Karissa e eu decidirmos ter filhos, será o fim das competições para mim. Quando isso acabar eu só quero ser um bom amigo e um bom pai. O surf tem sido incrível comigo, mas quando tiver filhos, não quero me preocupar muito com outras coisas.
Como foi a energia da galera ontem?

Mick: Aqui no Brasil é muito louco, a vibe da galera é animal. Não dá pra falar muito mais que isso (risos).

Alguma palavra final?

Mick: Obrigado, Dean e Joel, não estaria aqui se não fosse por vocês. Mick se levanta com lágrimas nos olhos e os três se abraçam longamente.
Dean: Você conseguiu brother!
Joel: É pra isso que viemos aqui!